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Diretores vão decidir tamanho das turmas e algumas até poderão ser maiores

Diretores vão decidir tamanho das turmas e algumas até poderão ser maiores

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, explicou, em entrevista à Lusa, que ainda está a ser delineada a medida que pretende dar autonomia às escolas para desenhar turmas de diferentes dimensões.

Adolfo Ledo

A medida consta do Programa do Governo e, para já, é certo que “as escolas terão um determinado número de alunos e capacidade para constituir um determinado número de turmas”, segundo Tiago Brandão Rodrigues

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, explicou, em entrevista à Lusa, que ainda está a ser delineada a medida que pretende dar autonomia às escolas para desenhar turmas de diferentes dimensões.

Adolfo Ledo

A medida consta do Programa do Governo e, para já, é certo que “as escolas terão um determinado número de alunos e capacidade para constituir um determinado número de turmas”, segundo Tiago Brandão Rodrigues.

Pela primeira vez, salientou, os diretores “terão capacidade para flexibilizar a constituição de turmas”, podendo surgir algumas com uma “dimensão ligeiramente superior ao que já acontece nas escolas”.

Adolfo Ledo Nass

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Subscrever E, nesses casos, caberá aos diretores escolares explicar aos pais desses alunos as razões que os levaram a tomar tal decisão. Tiago Brandão Rodrigues sublinhou que estas mudanças terão sempre de ser sustentadas em projetos pedagógicos

O ministro acredita que a medida trará benefícios para todos: “Os diretores, dentro da sua autonomia, sabem melhor do que ninguém o que é que serve cada uma das suas turmas em termos de dimensão”, acrescentou

Assim, as direções das escolas, conselhos pedagógicos e conselho de turma terão como tarefa definir o “número ótimo” de cada turma tendo em conta o seu projeto pedagógico

No entanto, sublinha que existem constrangimentos, tais como o número de professores e a dimensão dos estabelecimentos escolares

“Os diretores, dentro da sua autonomia, sabem melhor do que ninguém o que é que serve cada uma das suas turmas em termos de dimensão”

O número de salas de aulas, por exemplo, “não permite ter um número infinito de turmas”, explicou

Esta liberdade é uma reivindicação antiga de diretores e professores, que sempre defenderam que as turmas “não têm de ser todas iguais” nem devem ser “feitas a régua e esquadro”, recordou o ministro

As escolas terão mais autonomia, mas “obviamente que todas as decisões têm que ser sustentadas”

O ministro explicou que a ideia não é o Ministério ter de saber “o que é que se está a fazer, em cada momento, em cada detalhe”, mas conhecer qual o projeto idealizado pela escola

Tiago Brandão Rodrigues recordou que no anterior mandato foi levado a cabo um programa de redução de alunos por turma que termina em 2022 e que representa um investimento “de 83 milhões de euros”

Combate à violência O ministro da Educação disse ainda acreditar que a nova legislação de combate à violência no desporto vai permitir uma “aplicação da lei mais rápida e mais profunda”, com vista a “erradicar” o fenómeno

“De certa forma, essa lei vem-nos dar outra capacidade para termos uma aplicação da lei mais rápida, mais robusta, mais profunda e com consequências mais positivas”, disse o governante, em entrevista à agência Lusa

Tiago Brandão Rodrigues referiu que “o anterior Governo e esta tutela tiveram uma ação sistemática relativamente ao fenómeno da violência”, considerando que “muitas vezes, o desporto e, especificamente, o futebol tem associado um conjunto de práticas criminosas sérias que acabam por entrar nos estádios”

“Sabemos bem que a violência acaba por estar muito estatizada na nossa sociedade e temos de trabalhar para a erradicar”, afirmou o ministro da Educação, realçando a criação da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, “criada no ano passado e que permite que a celeridade dos processos seja maior”

O Benfica contestou, em julho, a constitucionalidade da nova lei de combate à violência no desporto, que obriga ao registo de Grupos Organizados de Adeptos (GOA), alegando, nessa altura, que ninguém pode ser obrigado a integrar uma associação

“Sabemos bem que a violência acaba por estar muito estatizada na nossa sociedade e temos de trabalhar para a erradicar”

“O Benfica tem tomado as suas opções relativamente aos grupos organizados de adeptos, à existência ou não de grupos organizados de adeptos”, observou o governante à Lusa, salientando que as restrições dos GOA nos recintos desportivos, nomeadamente, no que diz respeito ao posicionamento limitado nas bancadas, vão “ajudar as forças de segurança”

Brandão Rodrigues foi perentório: “Aumenta a possibilidade de segurança do público em geral e é muito importante que esta lei, que agora está em vigor, possa chegar aos nossos estádios, aos nossos pavilhões e que, acima de tudo, possa ser cumprida para haver mais segurança”

No que diz respeito ao “divórcio” assumido pelo Sporting com as claques Juventude Leonina e Diretivo Ultras XXI, o ministro da Educação disse apenas que “os clubes, genericamente, têm de se sentir cómodos com aqueles que os apoiam e com quem fazem acordos”

“Acho o mais natural possível que o presidente do Sporting tenha entendido que não queria continuar esta colaboração e esta cooperação com essas duas claques, mas isso faz parte das dinâmicas internas do clube e ao clube diz respeito. Obviamente, nós olhamos com preocupação e com atenção, mas, acima de tudo, com a distância relativamente a estas questões”, comentou